quinta-feira, outubro 27, 2011

WD-P

Tabela comparativa Poesia X Poema retirada de Processo linguagem e comunicação - Wlademir Dias Pino.

amizade

a amizade.
eita palavra bonita. cheia de significados que agrada o coração e acalma a mente e que nos dá confiança para seguir.
quando fazemos amigos, estamos em profundo momento de encontro. um encontro que eu diria ser austral, mágico. algo que está na ordem da graça e por isso, fora de qualquer outra ordem.
é a nossa mais consciente escolha.
é quando sabemos identificar e viver com a maior riqueza ao nosso redor.
é o amor.
é quando aceitamos o outro do jeito que ele é e aprendemos a relacionar isso ao nosso instinto de sobrevivência, e todos saem vencedores.
a amizade é concreta!

quarta-feira, outubro 05, 2011

parte 1

- enxergando sem nada ver e de olhos fechados.

contexto: férias. lendo sobre meditação, psicanálise e um romance de Umberto Eco.
hoje veio essa frase na mente e sobre ela tenho pensado.
e assim, enxergar é um fato tão certo quanto o fato de estar de olhos fechados.
é como imaginar e realizar a transformação em mim e sobre o que acho que vejo, e ainda assim é tudo pura ilusão de óptica.

segunda-feira, outubro 03, 2011

AiNDA não sei

Eu gosto de tudo que muda.
Do que era e deixou de ser.
Gosto do estado da impermanência das coisas. Da mudança da forma, do que se transforma. Do que borra e avança às margens.
E só gosto da linha que margeia enquanto essa linha for ilusória. Pois, até a margem de um rio muda mesmo que imperceptivelmente e, sobre isso me mantenho confiante sobre a mutabilidade das coisas. Sobre o que deixa de ser para dar lugar à uma outra realidade que virá.
Gosto de ver a mudança, sentir e de mudar!


17-09-2011

domingo, setembro 04, 2011

das lavadeiras

Embu das Artes | São Paulo | 2011

da janela paulista


paulista | São Paulo | 2011



São Paulo | 2011

porto feliz. nectar.

nectar | São Paulo | 2011

porto feliz. portão 16.


porto feliz | São Paulo | 2011


portão 16| São Paulo | 2011

terça-feira, julho 26, 2011

IN

beija flor | vila mariana, SP | oficina/ateliê D3/Daniel

domingo, julho 24, 2011

procurANDO ninhos dentro da imensidão.

22/07/2011.

hoje de manhã. bem de manhã cedinho. enquanto ainda nem o sol havia. me preparava sem saber o que viria e o que encontraria de resultados que procurei, foi quando li:

"Poderíamos dizer que a imensidão é uma categoria filosófica do devaneio. Sem dúvida, o devaneio alimenta-se de espetáculos variados; mas por uma espécie de inclinação inerente, ele contempla a grandeza. E a contemplação da grandeza determina uma atitude tão especial, um estado de alma tão particular que o devaneio coloca o sonhador fora do mundo próximo, diante de um mundo que traz o signo do infinito.
[...]
Na alma relaxada que medita e sonha, uma imensidão parece esperar as imagens da imensidão.
O espírito vê e revê objetos. A alma encontra no objeto o ninho de imensidão."

[Gaston Bachelard em A poética do espaço.]

um brinde a imensidão e a procura de ninhos dentro dela!

sábado, julho 23, 2011

no prata

amor no prata | BAS | puerto madero

remo no prata | BAS | puerto madero

dê um pAsSo Além!

passos | BAS | puerto madero

domingo, junho 12, 2011

pAsSAr


BAS_impressões e caminhada

sábado, maio 28, 2011

vermelho


vermelho.guindaste.
estrutura portuária vermelha. coisas que vou registrando por ai.

amarElo




amarelo.guindaste. 
coisas que vou registrando quando olho para cima.

sexta-feira, maio 27, 2011

Telle Monteiro: Arte na veia

Telle Monteiro: Arte na veia: "Eu deveria dizer 'arte à flor da pele' mas ia ficar óbvio demais. Talvez meio careta. Vamos no simples e objetivo então. Visitei o atelier d..."

quarta-feira, maio 18, 2011

Sternenmädchen

[céu_domingos de morais].

são paulo sempre me pega pela boca da mente. morde, engole e devolve.
processo antropofágico, e dos grandes.


domingo, março 20, 2011

bLUE luZ

quando ascende é luz azul no bairro de st nicholas.

skina acuArio


no telhado | esquina bartolomé mitre

ângulo de rua vazia, cinza e fria.
esquinas.
é onde a rua faz a curva.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

série LUZ

san telmo | buenos aires | teto de luz.2010


san telmo | buenos aires | linha vermelha_linea de luz.2010


san telmo | buenos aires | luzes.2010



de car/s/a nova

san telmo | buenos aires | luz branca.2010

voltei de car/s/a nova.
depois de obras e mudança, voltei de car/s/a nova.
para reeditar memórias
. as minhas memórias.
para abertura, escolhi o Waly Salomão com a carta aberta ao poeta americano Jonh Ashbery.

W.S.: CARTA ABERTA A JOHN ASHBERY

...
A memória é uma ilha de edição - um qualquer
passante diz, em um estilo nonchalant,
e imediatamente apaga a tecla e também
o sentido do que queria dizer.

...
Esgotado o eu, resta o espanto do mundo não ser
levado junto de roldão.

Onde e como armazenar a cor de cada instante?
Que traço reter da translúcida aurora?
Incinerar o lenho seco das amizades esturricadas?

O perfume, acaso, daquela rosa desbotada?
...
A vida não é uma tela e jamais adquire
o significado estrito
que se deseja imprimir nela.

Tampouco é uma estória em que cada minúcia
encerra uma moral.

Ela é recheada de locais de desova, presuntos,
liquidações, queimas de arquivos,divisões de capturas,
apagamentos de trechos, sumiços de originais,
grupos de extermínios e fotogramas estourados.
Que importa se as cinzas restam frias
ou se ainda ardem quentes
se não é selecionada urna alguma adequada,
seja grega seja bárbara,

para depositá-las?
...
Antes que o amanhã desabe aqui,

ainda hoje será esquecido
o que traza marca d'água d'hoje.
...

Hienas aguardam na tocaia da moita enquanto
os cães de fila do tempo fazem um arquipélago
de fiapos do terno da memória.
Ilhotas. Imagens em farrapos dos dias findos.
Numerosas crateras ozonais.
Os laços de família tornados lapsos.
Oco e cárie e cava e prótese,
assim o mundo vai parindo o defunto
de sua sinopse.
Sem nenhuma explosão final.
...
Nulla dies sine linea. Nenhum dia sem um traço.
Um, sem nome e com vontade aguada,
ergue este lema como uma barragem
anti-entropia.
...
E os dias sucedem-se e é firmada a intenção
de transmudar todo veneno e ferrugem
em pedaço do paraíso. Ou vice-versa.
Ao prazer do bel-prazer,
como quem aperta um botão da mesa
de uma ilha de edição
e um deus irrompe afinal para resgatar o humano fardo.
...
Corrigindo:
......................o humano fado.
(1995)


WALY SALOMÃO
(Livro “Algaravias”)